
Conheci todos os desertos coisificados dele.
As tempestades de areia em espera vazia.
Soterrada num sol infinito a brilhar de mim. Só de mim.
Não sei um quanto disso refletia no amorno passo queima pés. Em abrir o mesmo caminho e insistir horizonte fechado.
Alucinei todo delírio possível.
De hidratar o gasto, lamber molhado espaço, arder semente em flor.
Até que a trégua, em sopro laço, rompesse o seco em ponderado. Dissipasse o querer contrário ao que se foi.
Acalentando em instante, a dor de se viver ainda o estaque.

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